Cara ou coroa?
Alguém sempre tem que dar o pontapé inicial.
“Bola ou campo?”, iriam dizer num campo de várzea.
Sempre achei o Gauchão o campeonato com mais cara de várzea que eu conheço (tá, depois de uns jogos com a Anapolina e São Raimundo mudei um pouco meu conceito). Times como Glória de Vacaria, São Luiz (da saudosa Ijuí), o Zequinha ali da zona norte, Veranópolis, entre tantas outras agremiações que parecem se reunir por meio ano, de dezembro a maio, pra fazer a alegria dos seus torcedores.
E os estádios! Deve ser uma alegria receber os times da capital em seus humildes estádios lotados. “Colosso da Lagoa” é um dos nomes de estádio mais imponentes que eu já ouvi! Sem desmerecer: o futebol gaúcho tem grandes clássicos além do Grenal, tem Brasil x Pelotas, Ca-ju, entre outros que não lembro agora.
O Gauchão vai começar mais uma vez, dia 20/01. Sempre com fórmulas inovadoras e competitivas: dessa vez são dois grupos com 9 times cada (nem nos meus campeonatos de botão eu faria uma coisa dessas). O atual campeão estréia em Cidreira, no Sessinzão reformado para a Copa de 2010, em busca do bi-campeonato.

Imagine se a Revolução Farroupilha acabasse vitoriosa e o Gauchão fosse nosso campeonato Nacional.
Ao menos a dupla grenal teria muito mais chance de disputar a libertadores todos os anos.
Obviamente teríamos um Estado (país) muito mais desenvolvido, e com muito mais times.
Imagina nossa seleção?
Tu realmente acredita nisso?
Isso é o cerne do nosso Bairrismo.
Claro que acredito.