A hora de vender

Manter um jogador de destaque no Brasil hoje é uma das maiores dificudades de um clube. Somos uma vitrine dos ricos times europeus que compram nossos melhores jogadores por ofertas milionárias. Dificilmente o jogador recusa a proposta diante da possibilidade de garantir a aposentadoria do futebol.

No interior, os times que não disputam campeonatos importantes (principalmente no segundo semestre), se desmancham e fecham as portas até o início do próximo ano, quando começam os campeonatos estaduais. Vendem um que outro jogador de destaque e assim vão sobrevivendo.

Não muito distante desta realidade, times que disputam os principais campeonatos do país vendem seus principais jogadores no fim da temporada, quebrando com um projeto a longo prazo de formar um time vencedor. Estes, praticamente, surgem do acaso, da aposta de um técnico com um grupo inédito, salvo os times com dinheiro que conseguem manter por mais tempo sua base, como o São Paulo.

No final do ano passado, o grêmio vendeu e dispensou quase todo o time que jogou ano passado, inclusive seus heróis, como Sandro Goiano que até na calçada da fama foi colocado. Sandro hoje joga no Sport Recife campeão da Copa do Brasil 2008. Apostou num time novo e desconhecido que não trazia nenhuma segurança a torcida. Quis o destino, que este grupo esteja gerando bons resultados.

O Inter, ao contrário, há um bom tempo tem feito mudanças transitórias, mantendo a mesma base. A era Fernando Carvalho estabeleceu que o Colorado venderia um jogador de destaque do time por ano, para manter a renda e ao mesmo tempo o time. Deu certo, junto a um plano de associados que trouxe sustentabilidade para o time.

No início do ano, temiamos a saída dos principais jogadores do Inter e hoje isso é uma realidade. Iarley, um dos líderes do time com Fernandão e Clemer foi transferido para o Goiás sem de forma súbita, não nem tempo de se despedir da torcida em campo. Com Fernandão foi a mesma coisa. Dizem que as negóciações já corriam há 15 dias (o que explica a ausência dele nos jogos alegando problemas musculares), mas só veio a público mesmo no sábado dia do jogo contra o Botafogo. Acrescentando a transferência de Abel para o futebol Árabe, estamos diante o fim de uma geração campeã no Beira-rio. 

Não há dúvidas que sentiremos falta destes jogadores, entretanto  o time seguia vivendo à sombra daquele time da Libertadores e do Mundial que há tempos não existe mais, situação que não estava trazendo bons resultados. Com a renovação do elenco surge uma nova perspetiva de vitórias para o Inter.

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~ por pedrotrg em 16.junho.2008.

2 Respostas to “A hora de vender”

  1. Pra mim, é só mais um capítulo do desmonte necessário à chegada de do novo técnico. Como antecipei, os bruxos de Abel iam bater de frente com Tite no comando. Iarley e Fernandão já foram e o Clemer já pode virar preparador de goleiros – para o nosso bem.

    Há uma boa diferença entre vender o Pato pro Milan e despachar o Fernandão pro Qatar. Não estamos falando do mesmo tipo de negócio, é claro. Logo, não acho que foi uma “venda” apenas (sim, lucrarão um tanto com isso, mas porque o destino dele não foi a Europa?), mas uma forma de criar uma pausa na relação do maior jogador colorado com seu clube.

    E tudo isso começou quando ele cortou o cabelo, há uns dias atrás. Aliás, cabeludos podem jogar no Oriente?

  2. dizem as más linguas que foi exigência do Tite a saída dos donos do time…

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